MARIGILDO DE CAMARGO BRAGA

 

O Respeitável Irmão Marigildo de Camargo Braga nasceu em Santos, Estado de São Paulo, no dia 15 de abril de 1924, sendo filho do Sr. Hermenegildo de Camargo Braga

e de Dna. Maria de Lourdes Lamouche Braga.

Foram seus avós maternos o Sr. Gustavo Eduardo Lamouche e Dna. Isaura Amélia Pólvora da Silva.

O Sr. Gustavo, filho de imigrantes franceses inicialmente viveu em Santa Catarina, depois se deslocando para Santos.Tiveram, Gustavo e Isaura, 13 filhos e Gustavo faleceu quando contava 42 ou 44 anos de idade.

 Da prole imensa, a primogénita foi Dna. Maria de Lourdes Lamouche. Casou-se ela quando contava 17 anos de idade com o Sr. Hermenegildo de Camargo Braga o "Zizí" como era carinhosamente chamado.

Dna. Maria de Lourdes, com o falecimento de seu pai, criou todos os demais irmãos juntamente com sua mãe, Dna. Isaura que inclusive trabalhou para a Cia. Docas de Santos como costureira, objetivando cumprir esse objetivo, diga-se, uma verdadeira façanha.

Foram tempos muito difíceis aqueles, porém Dna. Maria de Lourdes, muito ativa e dinâmica, mercê de uma fé religiosa inquebrantável e também possuidora de um espírito de luta incomum, conseguiu atingi-lo, juntamente com sua mãe.

Esses antecedentes familiares talvez possam explicar, a um só tempo, não só a razão de ter tido Dna. Maria de Lourdes, apenas um filho, o nosso homenageado desta noite, Irmão Marigildo de Camargo Braga, mas, também e principalmente, o humanismo de que vem sendo permeada toda a vida de nosso homenageado.

O Irmão Marigildo, durante sua infância e juventude não se dedicou à prática de um esporte específico como "hobby". Era porém muito dado à leitura e segundo sua prima, Sra. Maria Adélia, "parecia querer obter todo o conhecimento possível e imaginável, no menor tempo possível".

Estudou ele no Colégio Santista, tradicional ginásio mantido pelos Irmãos Maristas; e terminados os seus estudos, prestou exame vestibular na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, obtendo sucesso.

Veio então residir em São Paulo, em uma pensão, como era comum ocorrer nessa época.

Passou a frequentar a Associação Cristã de Moços, tornando-se associado da mesma e dedicando-se à prática da ginástica calistênica, ritmada apenas pelos sons de um piano, ela que é uma espécie de "marca registrada" da ACM.

Disse o Irmão Marigildo de Camargo Braga, certa vez, que apesar de viver sozinho em São Paulo, jamais sentiu-se solitário, tantos os amigos que fez na ACM, muitos dos quais ainda hoje o acompanham, fazendo parte da chamada "Classe dos Senhores".

Formado pela turma de 1948 do Largo de São Francisco, dedicou-se o Irmão Marigildo de Camargo Braga, desde o início de sua vida profissional, à área do Direito Social.

É portador de Curso de Doutorado, com pós-graduação na Universidade de São Paulo.

Prestou também concurso público para exercer o cargo de Procurador do Estado, obtendo sucesso e ali trabalhando em regime de dedicação parcial até aposentar-se nesse cargo. E sua atividade se deu em grande parte, na área do Direito do Trabalho, atuando na defesa dos interesses do Governo do Estado de São Paulo.

Por seu escritório particular, passaram alguns advogados que posteriormente tornaram-se Juizes ou Delegados de Polícia, o que deixa bem evidenciada a excelência dos ensinamentos que receberam de seu Mestre, enquanto ali trabalharam.

A atividade do Irmão Marigildo, porém, não se restringiu à advocacia alcançando igualmente o Magistério..

Foi Professor Universitário na Faculdade de Direito de Guarulhos, Professor da Organização Mogiana de Educação e Cultura, Professor do Instituto de Direito Social, Professor do Instituto de Difusão Cultural e do Instituto Cultural do Trabalho. Também lecionou na Organização de Ensino e Consultoria e foi Presidente de um Grupo Especial de Trabalho nomeado por Decreto de 10 de março de 1972, pelo Exmo. Sr. Governador do Estado de São Paulo.

Dedicou-se sempre e com muito afinco, ao longo de sua vida, à defesa dos interesses dos acidentados do trabalho, hipossuficientes, tendo participado de diversos CONPATS (Congressos de Prevenção de Acidentes do Trabalho). E como necessitava fundamentar os seus posicionamentos na doutrina médica, o Irmão Marigildo escreveu inúmeras obras que se tornaram clássicas no Direito Acidentário, sendo invariavelmente citadas em Sentenças monocráticas e em Acórdãos do então 1° (e único) Tribunal de Alçada do Estado de São Paulo.

São de sua autoria: "Acidentes do Trabalho - Temas, Legislação, Jurisprudência"; "Julgados, Decisões e Pareceres Médicos em Acidentes do Trabalho" ; "Ingerência do Estado na Vida do Trabalhador"; "Moléstias Profissionais e Doenças do Trabalho"; "Medicina do Trabalho e Infortunística" (esta obra, escrita em colaboração com vários médicos de renome na época, abordando cada um deles uma doença). Essas obras foram editadas pela Editora Aries Ltda,, criada pelo Irmão Marigildo de Camargo Braga.

 

Escreveu ele uma outra obra, igualmente considerada clássica, denominada "Teoria das Dívidas de Valor em Acidentes do Trabalho". Com ela, procurou sensibilizar os Magistrados, no sentido de que não era justo que as incapacidades para o trabalho fossem indenizadas com base no valor do salário do trabalhador, percebido à época do acidente ou do afastamento do trabalho em razão de doenças, até porque a inflação corroía a moeda; e que justo, sim, era levar em consideração, o salário da época da recomposição do dano físico (ou seja, do pagamento das indenizações), coisa que se dava, muitas e muitas vezes, quatro ou mais anos, depois.

Essa sua obra, impressa pela Editora Alba Ltda. do então Estado da Guanabara e prefaciada pelo ínclito Desembargador Moura Bittencourt,, nome notável da Magistratura Paulista, ainda hoje é citada em alguns Julgados. Apresentou também tese no Congresso Americano de Medicina do Trabalho.

Com uma bagagem cultural dessa natureza, não causou surpresa alguma, a sua eleição para a Presidência da Sociedade Brasileira de Infortunística, à qual foi guindado por Seus pares, como medida de inteira Justiça e como reconhecimento à sua sapiência.

E também o Irmão Marigildo de Camargo Braga, possuidor de Diploma de Licenciatura em Psicologia, sendo igualmente Professor em Ciências Psíquicas. Seus estudos nessa

 

área foram ditados aparentemente pela necessidade que se lhe apresentou, após cursar o Curso de Astrologia Científica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

Tem feito, até hoje, conferências sobre astrologia, seja na Loja "Luiz Gama", seja fora dela, em outras Lojas Maçónicas e em Seminários, como aquele organizado pelo SESC em Santos, durante o qual apresentou conferência sobre "Mercado de Capitais e as Influências Planetárias"; ou então, no 2° Seminário Espiritualista realizado em São Paulo, em que discorreu sobre "Espiritualidade e Reencarnação através da Ciência Astrológica". No Painel Cultural "José Castellani" (Curso de Maçonaria Simbólica), dissertou sobre o tema "Influência da Astrologia na Maçonaria". Na Escola de Astrologia Régulus, discorreu sobre o tema "Astrologia hoje e aplicações práticas", tendo, outrossim, proferido aula introdutória ao curso sobre "Medicina Astrológica".

 

Desenvolve seus estudos no campo da Medicina Astrológica, Astrodiagnose, Dietética Astrológica e Psicologia Astrológica.

 

Dedica-se ele, até hoje, com efeito, à elaboração de mapas astrológicos de pessoas físicas e jurídicas, tendo nos brindado com duas palestras a respeito desse fascinante tema, nesta Loja.

 

Em plena sintonia com a filosofia de um dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, fundou o Instituto de Orientação Trabalhista (IOT) do qual também foi Professor, lecionando para alunos que iriam posteriormente ser líderes sindicais.

 

Mas não é só.

 

O Irmão Marigildo de Camargo Braga dedica-se também às belas artes, notadamente à pintura, demonstrando uma notável sensibilidade artística !

 

Estudou desenho, gravura em metal e pintura a óleo, na Escola Panamericana de Artes, na Associação Paulista de Belas Artes e na FAAP, tendo sido aluno de dois notáveis mestres :1Sante Bullo e ítalo Borghese. Várias pinturas suas, foram premiadas nos anos de 1973 e 1974. Em 1973, uma delas foi premiada no Salão da Escola Panamericana de Artes; e outra, no 6° Salão de Exposição do Lions Clube e Prefeitura do Município de São Paulo. Em 1974, outra obra sua obteve premiação, desta vez no Salão da Paisagem da Associação Paulista de Belas Artes.

 

Expôs também no Salão dos Trinta Anos da Associação Paulista de Belas Artes, em agosto de 1972; e também no Salão da Primavera, da mesma entidade, em setembro daquele mesmo ano. Em maio de 1973, participa da Exposição de Pintura do n Festival de Artes da União Cultural Brasil-Estados Unidos. Em agosto daquele ano, participa do 7° Salão organizado pela Associação Sambernardense de Belas Artes. Em setembro de 1973, volta a participar como expositor no Salão da Primavera da Associação Paulista de Belas Artes. Em 1974 no 32° Salão Livre da APBA, no II Salão Limeirense de Arte Contemporânea da Prefeitura de Limeira (agosto/1974), no I Salão Campolimpense de Artes da Prefeitura Municipal de Campo Limpo (setembro/74) e no Salão de Pintura do Sesquicentenário de Franca, Em 1975, participa no Salão de Arte Contemporânea de Jundiaí, na Exposição da União Cultural Brasil-Estados Unidos (coisa que voltaria a fazer nos anos seguintes de 1976, 1977 e 1978) e no 33° Salão da Associação Paulista de Belas Artes.

 

Em 1976 participou da IX Exposição Estadual do Lions Clube de São Paulo»Vila Prudente, na Exposição de Pintura da Prefeitura Municipal de Rio Claro, no XXIV Salão de Belas Artes de Piracicaba e de Exposição realizada pela Associação Cristã de Moços.

 

Em 1978 e 1980, participou da Exposição da Ordem Rosa-Cruz e também em 1980, da Exposição de Juristas Pintores.

 

Dedica-se à pintura de telas até hoje, embora não mais as exponha.

 

É membro da Academia Maçónica de Artes, Ciências e Letras, ocupando a cadeira de n° 13 cujo patrono é exatamente "Luiz Gama".

 

Na ACM-Associação Cristã de Moços, Entidade da qual é sócio desde a sua juventude, como já se disse anteriormente, ocupou por longos anos a Presidência do Conselho Consultivo" da Unidade-Centro, sendo hoje um dos 33 Diretores da Associação Cristã de Moços de São Paulo, organismo que centraliza a administração de todas as unidades acemistas localizadas no Estado de São Paulo, exceto as de Sorocaba e de Itapeva.

 

Foi Presidente da Comissão Jurídica dessa Diretoria até recentemente, estando afeta à mesma, a análise dos mais diferentes assuntos, desde a elaboração e reformas de Estatuto, de Regimentos Internos etc., até a análise de documentação de imóveis ou de questões locatícias em que a ACM esteja envolvida.

 

Em 1955, juntamente com Julian Haranczyk — então Secretário Adjunto da ACM de São Paulo e também membro da Ordem Maçónica (Loja "Ordem e Progresso") —, o Irmão Marigildo de Camargo Braga atende à reunião do Conselho da Aliança Mundial das ACMs, realizado em Paris objetivando celebrar o centenário da chamada "Base de Paris", que havia sido assinada cem anos antes e que ainda hoje —- por definir a Missão dessa que é a maior organização não-governamental do Mundo, contando com 45 milhões de associados espalhados em 12.000 sedes localizadas em nada menos do que 147 países — subsiste intacta !

 

Lá, travam conhecimento com Irmãos Maçons que naquela oportunidade dirigiam o Y's Men International, Clube de Serviço da Associação Cristã de Moços e que fora fundado em 1920 pelo Irmão Paul William Alexander. Esse conhecimento, desperta a curiosidade do Irmão Marigildo de Camargo Braga.

 

Voltam ambos a São Paulo com o firme propósito de restaurar aquele Movimento no Brasil, certo que em 1942 havia surgido no Rio de Janeiro o chamado "Clube Acemista", filiado à Associação Internacional de Y's Men's

 

Clubes, mas que havia sido desfeito.

 

Em 1957, já iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria, o Irmão Marigildo de Camargo Braga recebe das mãos do Sr. Ramon Lazarte, à época Diretor Regional Latinoamericano de Y 's Men Internacional e um carismático líder acemista boliviano, a Carta Constitutiva do Y's Men's Clube São Paulo-Centro, tornando-se, então, o seu primeiro Presidente. Até hoje o Irmão Marigildo é Associado desse Clube.

 

Foi igualmente ^o Irmão Marigildo de Camargo Braga, o primeiro Governador Distrital desse Clube de Serviço quando outros Clubes surgiram como decorrência de um processo de extensão desencadeado.

 

Em tempos passados, a ACM de São Paulo estava restrita a uma única sede, localizada inicialmente na Rua Rego Freitas, depois na Rua Santo António e por último na Rua Nestor Pestana.

 

Desencadeou-se, também, a nível da ACM, um vigoroso processo de expansão, comandado pelos Irmãos Julian e Marigildo, tendo como decorrência disso, surgido os chamados "triângulos acemistas", grupos compostos por três pessoas que cuidaram de, estrategicamente, implantar novas sedes acemistas em outros bairros da Capital.

 

 

 

 

 

Muitos desses grupos obtiveram êxito, surgindo dessa forma inúmeras outras unidades acemistas, não só na cidade de São Paulo mas em Municípios adjacentes, podendo ser creditada aos dois Irmãos, grande parte desse processo de expansão.

 

O Irmão Marigildo de Camargo Braga tem, dessa forma, também marcada indelevelmente a sua passagem pela ACM.

 

Outra instituição a que se dedicou e se dedica muito, até hoje, o Irmão Marigildo de Camargo Braga, é a Ordem dos Cavaleiros da Concórdia, ou Ordem da Concórdia.

 

Essa Ordem honorífica foi instituida na Espanha em 1246, pelo Rei de Castela, D. Fernando III - o Santo (São Fernando III - 1201-1252) sendo uma das mais antigas em atividade. É ela oficialmente reconhecida, entre outros, pelos governos da Holanda, Argentina e Suiça, estando registrada no Itamarati, desde 31 e maio de 1962. Em 1946 foi instalado no Brasil um Capítulo da mesma, pelo Lugar-Tenente Dr. José Trevisan, ex-agente consular da Itália.

 

O Irmão Marigildo de Camargo Braga foi guindado à posição de Grão-Colar dessa Ordem e depois à de Grão-Mestre da mesma quando se reestruturou ela administrativamente. Hoje, o Irmão Marigildo é o Orador oficial dos Cavaleiros da Concórdia, brindando a todos com excepcionais peças de arquitetura, nos jantares à luz de velas que a Instituição promove.

 

Dotado de uma oratória privilegiada, o Irmão Marigildo, ao longo de sua vida, tem nos brindado com palestras ímpares, sendo também autor de inúmeros artigos publicados nos mais diversos órgãos.

 

São dele os seguintes artigos:

 

"A Rerum Novarum e a sua influência no Direito Social" "O trabalho em Refinaria de Petróleo e suas implicações na saúde do trabalhador"

 

''Acidentes do Trabalho em Transportes Coletivos Urbanos", publicado na Revista "Justitia", do Ministério Público do Estado de São Paulo

 

"Representação Judicial da Fazenda do Estado na Justiça do Trabalho"

 

"Crime Inafiançável e Anulação do Casamento" publicado no Boletim do Departamento Estadual de Investigações Criminais-DEIC e também na "Revista Jurídica Sócio-Econômica - Coisas e Causas"

 

"Inquérito Policial e Infortúnio do Trabalho" - publicado no Boletim do DEIC

 

"Exceção de Incompetência de Juízo" - publicado no Boletim do Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo.

 

"Ação de Acidentes do Trabalho" - publicado na Revista "Legislação do Trabalho".

 

"Psicologia Jurídica ou Forense ," - publicado na Revista "Viver Psicologia".

 

"As consequências Psicossociais do Desemprego" - publicado na mesma Revista.

 

No âmbito maçónico, escreveu um brilhante artigo intitulado "Luiz Gama - Abolicionista" e também outros dois, não menos brilhantes, o primeiro deles versando sobre "Que entendeis por igualdade social ,", publicado no Boletim n° 214, de 1998, do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito. E o segundo, sob o título "Aplicação Filosófica Maçónica" apresentado em palestra proferida no Colégio dos Grandes Inspetores Gerais do Sul de Minas Gerais.

 

Nesses Corpos Maçónicos Filosóficos mais elevados, acompanhando seu querido amigo e Irmão Clemildes D'Oliveira Santana, por quem nutre profunda admiração, ocupou o cargo de Grande Ministro de Estado do Consistório n° 2 aqui de São Paulo (correspondente ao cargo de Orador), tendo, segundo o depoimento de Irmãos mais antigos, proferido preleções inolvidáveis.

 

De tão grande magnitude foram os seus pronunciamentos que o Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, deliberou homenageá-lo, introduzindo em sua pinacoteca um retraio pintado a óleo de sua pessoa, que se encontra ao lado do de outros vultos famosos da Maçonaria Brasileira.

 

Foi nomeado Coordenador do Colégio de Grandes Inspetores Gerais do Estado de São Paulo, órgão do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito pelo Ato de n° 3.579, de 05/02/1997, do Soberano Grande Comendador Ney Coelho Soares. Reorganizou esse Colégio, cadastrando praticamente todos os Graus 33 do Estado de São Paulo, em viagens que organizava pelo Interior do Estado. Essa sua atividade rendeu-lhe muito trabalho, mas também muitos agradecimentos dos Grandes Inspetores Gerais, os quais, finalmente, puderam ter suas auto-estimas restauradas, sentindo-se de novo partícipes da obra maçónica.

 

Prestigiou sempre a sua querida Loja "Luiz Gama", nomeando como membros da Administração desse Colégio, inúmeros Irmãos do Quadro.

 

No Sublime Capítulo Rosa-Cruz "Luiz Gama", também emprestou sua colaboração. Foi Aterzata (Presidente) do mesmo e, como não poderia deixar de ocorrer, também o seu Grande Cavaleiro da Eloquência.

 

No Grande Oriente de São Paulo, foi Presidente da Mútua Maçónica, tendo se dedicado à introdução de reformas na Lei n° 05 de 1982 que a criou.

 

Foi igualmente Presidente da Comissão Executiva encarregada da outorga da Medalha "Gonçalves Ledo", a mais alta condecoração do Grande Oriente de São Paulo.

 

Pelo Ato n° 362-95/99, do GOSP, foi nomeado Grande Secretário de Ritualística do Grande Oriente de São Paulo.

 

Participou da fundação das Augustas e Respeitáveis Lojas Simbólicas "Themis Paulista", "Alvorada da Serra", "Arte Real do Embú" e "Colunas Paulistas", tendo nesta última exercido o cargo de 1° Vigilante no período de 1999 a 2001.

 

Indagarão, por certo, os presentes: e a atividade do Irmão Marigildo de Camargo Braga na Loja "Luiz Gama" , Em que se resumiu ela ,

 

Está sendo — respondemos nós —, de longa data, revestida de igual ou maior intensidade e vibração, do que todas aquelas que ele sempre empregou na vida profana e no seu incansável trabalho em outros Corpos e no Grande Oriente de São Paulo.

 

Neste Templo e em alguns outros que o abrigaram, o Irmão Marigildo de Camargo Braga soube, como poucos, não só conhecer a finalidade dos instrumentos de trabalho que a Maçonaria lhe mostrou, mas igualmente, manejá-los com perfeição.

 

O maço, o cinzel, a régua, o esquadro, o compasso, o lápis, cujo significado somente os iniciados na Ordem Maçónica conhecem, foram empregados  com  as  necessárias precisão,  força e  sensibilidade  pelo  Irmão Marigildo de Camargo Braga !

 

Convidado pelo Respeitável Irmão Aron Nordon, membro da Loja "Luiz Gama" e também da Loja "Rei Salomão", foi iniciado em 11 de abril de 1956, sendo elevado ao grau de Companheiro no dia 08 de agosto daquele mesmo ano e exaltado ao grau de Mestre, no dia 09 de janeiro de 1957, menos de um ano depois de sua iniciação.

 

Durante muitos anos, foi o Irmão Marigildo de Camargo Braga o Deputado Federal da Loja "Luiz Gama" junto à Soberana Assembleia Federal Legislativa maçónica, embora isso não esteja registrado na sua Ficha Cadastral do Grande Oriente do Brasil.

 

E sempre que a sua querida Loja "Luiz Gama11 precisou de seus serviços, lá estava o Irmão Marigildo de Camargo Braga presente.

 

Foi seu Presidente por inúmeras vezes.

 

E em uma delas, nessa condição, foi o principal artífice da regularização da Loja junto ao Grande Oriente do Brasil, agindo em conjunto com o Eminente Irmão Ézio Donati, então Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo e seu dileto amigo.

 

Assim pode ser contada — e de forma bem resumida — a laboriosa vida do Irmão Marigildo de Camargo Braga que apesar de sua idade avançada, continua, firme e forte, entusiasta como sempre, dando exemplos vivos de sua profunda dedicação à Ordem Maçónica. Um verdadeiro homem sábio e justo, cuja temperança o impediu sempre de arroubos fúteis e inúteis. Um verdadeiro e extraordinário Maçom !

 

 

 

 

 

Graças aos avanços tecnológicos, permite-se o Irmão Marigildo de Camargo Braga nos brindar não só com a presença às nossas Sessões (exceto nos dias chuvosos, diz ele...) como também através de inúmeros artigos que coloca na "internet", dessa forma disseminando os seus conhecimentos que não são poucos.

 

A esse grande Irmão, as mais sinceras homenagens da Loja "Luiz Gama". Não só por ser, em sua vida exterior o mentor de muitos Maçons, sempre mostrando-lhes o caminho, mas por ser um extraordinário conselheiro e um lídimo "condottiere" dos destinos de* uma Loja que graças aos ensinamentos que esse fantástico Irmão vem transmitindo aos Obreiros de seu Quadro, dia após dia, mês apôs mês e ano após ano, está fadada a continuar a gloriosa trilha que vem percorrendo há mais de cem anos.

Horácio, filósofo grego, disse: "A vida não é um cenário para repouso, mas para uma ação enérgica". E isso o Irmão Marigildo de Camargo Braga, desde a sua juventude, vem fazendo. Os serviços que prestou e presta à Ordem Maçónica, à Pátria e à Humanidade, justificam plenamente a honraria que lhe foi concedida pelo Grande Oriente do Brasil e que lhe vai ser entregue nesta Sessão.